A Prefeitura de Araçatuba iniciou o processo de tombamento da Plataforma Ferroviária e da Praça do Relógio, no centro histórico da cidade. Com a abertura do procedimento, os dois bens passam a ter proteção provisória até uma decisão sobre o tombamento definitivo.
A Secretaria Municipal de Cultura conduz o processo por meio do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPPHAC). A Prefeitura instaurou o procedimento por portaria, conforme os trâmites previstos na Lei Municipal nº 7.419/2011.
Durante esse período, ficam proibidas intervenções nos locais, com exceção de serviços de conservação e manutenção. Além disso, a Prefeitura prevê obras de retrofit para modernizar as instalações, preservando as características históricas e arquitetônicas originais.
Bens integram projeto para o centro histórico
O processo de tombamento considera estudos técnicos e documentos reunidos pelo DPPHAC. Segundo a administração municipal, os dois espaços possuem relevância histórica, arquitetônica, urbanística, paisagística e cultural para Araçatuba.
A secretária municipal de Cultura, Vanessa Manarelli, explicou que a Plataforma Ferroviária e a Praça do Relógio são classificadas como bens culturais de natureza material. Além disso, o tombamento integra o projeto de requalificação do centro histórico proposto pela Prefeitura.
“A Plataforma Ferroviária e a Praça do Relógio representam um período importante da formação econômica e social de Araçatuba. A medida reafirma o nosso compromisso com a proteção do patrimônio cultural, que preserva parte importante da memória coletiva e da identidade do município”, afirmou.
Plataforma foi construída na década de 1960
A Plataforma Ferroviária da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) foi projetada pelo arquiteto Luís Soares Villaça. A construção ocorreu entre 1º de agosto de 1962 e 31 de dezembro de 1963.
O imóvel fica na Avenida dos Araçás, entre as ruas Joaquim Nabuco, Olavo Bilac e Tupi. Também identificada como Estação Ferroviária, a estrutura substituiu a primeira estação de alvenaria, construída em 1921.
A plataforma surgiu quando a antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) já estava incorporada à RFFSA.
Praça do Relógio também será preservada
O Largo da Noroeste do Brasil, conhecido como Praça do Relógio, fica entre as ruas Joaquim Nabuco e Olavo Bilac.
O espaço público foi concebido em conjunto com o contexto urbano da plataforma. A área possui calçada em seu perímetro, espaço ajardinado e o relógio que dá nome popular à praça.
O Governo Federal, por meio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, transferiu os imóveis da RFFSA para o patrimônio municipal.
Além disso, os dois bens ficam em uma área especial de interesse histórico definida pelo Plano Diretor de Araçatuba, instituído pela Lei Complementar nº 300/2023.
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