As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) de Birigui e Penápolis passarão a funcionar 24 horas por dia. A ampliação do atendimento será implantada ainda neste mês em Birigui e a partir de 1º de outubro em Penápolis.
A mudança foi anunciada nesta terça-feira (1º) pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-10), delegado Mauro Gabriel, durante a apresentação dos 36 novos delegados destinados à região de Araçatuba.
Segundo Gabriel, a chegada dos profissionais permitirá reorganizar as equipes e criar escalas específicas para manter o atendimento das DDMs durante as 24 horas, inclusive à noite e aos finais de semana.
Em Birigui, os últimos ajustes estão sendo feitos para o início do novo funcionamento nos próximos dias. Dois dos novos delegados serão destinados à DDM do município.
Em Penápolis, que receberá um novo delegado para a unidade especializada, o atendimento ininterrupto começará em 1º de outubro.
Efetivo de delegados aumenta quase 50%
Dos 36 delegados apresentados nesta terça-feira, dez irão recompor vagas abertas por transferências de profissionais para outros departamentos. Os outros 26 representam aumento efetivo do quadro do Deinter-10.
De acordo com Mauro Gabriel, o reforço representa crescimento de quase 50% no número de delegados da área atendida pelo departamento.
Até agora, parte dos profissionais precisava responder por mais de uma unidade e também integrar escalas de plantão. Com os novos delegados, a Polícia Civil poderá redistribuir o efetivo e ampliar o atendimento especializado.
Região terá quatro DDMs com atendimento 24 horas
Araçatuba já possui uma Delegacia de Defesa da Mulher com funcionamento 24 horas. A relação estadual de DDMs confirma a unidade de Araçatuba como atendimento ininterrupto e registra também as delegacias especializadas existentes em Birigui e Penápolis.
Andradina passou a contar com atendimento 24 horas em julho, segundo o Deinter-10.
Com Birigui e Penápolis, quatro cidades da área do departamento terão atendimento especializado ininterrupto a mulheres vítimas de violência.
Segundo Mauro Gabriel, a ampliação ocorre em um cenário de aumento dos registros de violência contra a mulher observado pela Polícia Civil.
A intenção, de acordo com o diretor do Deinter-10, é proporcionar às vítimas “um atendimento digno, um local apropriado, mais humanizado”, além de permitir resposta mais rápida às mulheres que procuram a Polícia Civil.
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