O programa estadual Auxílio-Aluguel destinou R$ 78 mil, em agosto, a 156 mulheres em situação de violência doméstica na região de Araçatuba. Os pagamentos foram destinados a beneficiárias cadastradas até julho.
Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). O programa prevê o pagamento de R$ 500 mensais durante seis meses, com possibilidade de renovação por igual período, para auxiliar mulheres a deixar situações de violência e garantir uma alternativa de moradia.
Em todo o Estado, cerca de 5,8 mil mulheres receberam mais de R$ 2,9 milhões em agosto. Desde a criação do programa, em fevereiro de 2025, mais de 9,9 mil mulheres foram atendidas, segundo o governo estadual. O investimento acumulado supera R$ 29,9 milhões.
Benefício pode ser pago por até um ano
O Auxílio-Aluguel é concedido inicialmente por seis meses. O pagamento pode ser prorrogado por mais seis, totalizando até um ano de benefício.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, a medida busca oferecer suporte financeiro para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar do ambiente de violência e encontrar uma alternativa de moradia.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem. É necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, afirmou a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Programa está presente em 593 municípios
Segundo o Governo do Estado, o Auxílio-Aluguel já chegou a 593 municípios paulistas.
Para ter acesso ao benefício, a mulher deve possuir medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade social e ter renda familiar de até dois salários mínimos, considerada até o momento da separação.
O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social dos municípios participantes. Após a análise e aprovação, o dinheiro é disponibilizado diretamente à beneficiária por meio da Poupança Social do Banco do Brasil.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar os serviços da rede pública de proteção. Na assistência social, o atendimento é oferecido por CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Também é possível procurar Unidades Básicas de Saúde (UBSs), pronto-socorros e hospitais, além das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), demais distritos policiais e Polícia Militar.
A rede inclui ainda Ministério Público, Defensoria Pública e outros órgãos do Sistema de Justiça.
A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo telefone 180. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.