O primeiro semestre de 2026 terminou com um cenário diferente para as arboviroses em Araçatuba. Enquanto os casos de dengue apresentaram uma queda expressiva em comparação ao mesmo período do ano passado, a chikungunya registrou um avanço significativo e passou a concentrar a maior preocupação das autoridades de saúde. Já a zika continua sem casos confirmados no município pelo segundo ano consecutivo.
De acordo com o balanço da Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira (06), Araçatuba contabilizou 1.980 casos confirmados de dengue entre janeiro e junho deste ano, com um óbito relacionado à doença. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 10.755 casos e 11 mortes, o que representa uma redução de aproximadamente 82% nas confirmações e de mais de 90% nos óbitos.
O pico da dengue em 2025 ocorreu logo nos primeiros meses do ano, quando a cidade enfrentou uma epidemia. Somente em janeiro foram confirmados 5.207 casos, seguido por 3.172 em fevereiro e 1.027 em março. Em 2026, embora o início do ano também tenha apresentado maior transmissão, os números ficaram bem abaixo dos registrados na epidemia anterior, com 272 casos em janeiro, 355 em fevereiro, 445 em março, 466 em abril, 353 em maio e 89 em junho, indicando desaceleração da circulação do vírus ao longo do semestre.
Em contrapartida, a chikungunya apresentou crescimento expressivo. O município fechou os seis primeiros meses de 2026 com 635 casos confirmados e dois óbitos, enquanto no mesmo período de 2025 haviam sido registrados apenas 209 casos, sem nenhuma morte. O aumento supera 200%, evidenciando uma mudança no perfil das arboviroses enfrentadas pela cidade.
Os dados mostram que a maior concentração de casos de chikungunya ocorreu entre janeiro e abril, com 113 confirmações em janeiro, 136 em fevereiro, 147 em março e 157 em abril. Em maio foram contabilizados 79 casos e, em junho, apenas três, demonstrando redução da transmissão, embora a doença continue exigindo atenção por parte das equipes de vigilância epidemiológica.
Outro dado positivo do balanço é a ausência de casos de zika vírus. Assim como ocorreu em 2025, Araçatuba não registrou nenhuma confirmação da doença durante o primeiro semestre de 2026, mantendo o município sem circulação identificada do vírus nesse período.
Apesar da queda da dengue, a Secretaria de Saúde reforça que os cuidados para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti devem ser mantidos durante todo o ano. O mesmo vetor transmite dengue, chikungunya e zika, tornando essencial a eliminação de recipientes que acumulam água parada, principal forma de prevenção contra essas doenças.
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