INVESTIGAÇÃO

Polícia apreende computadores de GCM investigado em caso de motel

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Operação da DIG cumpriu mandado judicial em Araçatuba e recolheu equipamentos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer denúncia de suposto sequestro e cárcere privado registrada em Birigui
Operação da DIG cumpriu mandado judicial em Araçatuba e recolheu equipamentos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer denúncia de suposto sequestro e cárcere privado registrada em Birigui

A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira (1º), mandados de busca e apreensão relacionados à investigação de um suposto caso de sequestro e cárcere privado ocorrido em um motel de Birigui, no último dia 5 de maio. Entre os alvos da operação está um guarda civil municipal de Araçatuba, apontado como investigado no inquérito conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

A ação foi realizada com autorização da 2ª Vara Judicial de Araçatuba e teve como principal objetivo a coleta de elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos apurados pela Polícia Civil.

Durante as diligências na residência do investigado, os policiais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos, incluindo computadores, notebook e dispositivos de armazenamento de dados. Todo o material foi lacrado e encaminhado para perícia técnica, que deverá analisar eventuais informações de interesse para o andamento das investigações.

Segundo o boletim de ocorrência, o guarda municipal não se encontrava no imóvel no momento da chegada da equipe policial. Cerca de duas horas depois, ele compareceu ao local acompanhado por familiares e por seu advogado. Na ocasião, apresentou espontaneamente seu aparelho celular aos investigadores, mas optou por não fornecer a senha de acesso ao dispositivo.

As diligências também se estenderam a outros locais vinculados ao investigado. Na sede da Guarda Municipal de Araçatuba, os policiais realizaram buscas no setor onde ele exercia suas funções, acompanhados pelo secretário municipal de Segurança Pública, Júlio Cesar dos Santos.

Na sequência, a equipe esteve em uma instituição de ensino da cidade, onde o investigado já atuou como docente. Conforme informado pela coordenação da unidade, ele prestou serviços no local entre janeiro e maio de 2025, não mantendo atualmente qualquer vínculo com a instituição.

A Polícia Civil destacou que a operação teve caráter exclusivamente investigativo e que não houve cumprimento de mandado de prisão. O objetivo da medida judicial foi a apreensão de possíveis provas capazes de auxiliar na elucidação dos fatos.

O caso segue sob investigação da DIG, que aguarda agora os resultados das análises periciais para definir os próximos passos do inquérito.

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