O Fórum de Araçatuba sediará nesta quinta-feira (13), a partir das 9h, mais uma sessão do Tribunal do Júri para julgar Agnaldo Junio Mendes e André Gomes da Rocha, acusados de envolvimento no homicídio de Patrick da Silva Cezareto, ocorrido em 26 de março de 2020, na Rua Pedro Moreno, bairro Santana. O caso é acompanhado pela 2ª Vara Criminal da Comarca, e a sessão será aberta ao público.
A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, aponta que o crime foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação, André, então proprietário de uma padaria na região, teria ordenado a execução de Patrick em razão de vingança, após a vítima pichar os carros dele e de sua esposa durante um conflito envolvendo uma adolescente. O homicídio teria sido executado por Agnaldo, conhecido como “Guigui”, a mando de André.
Ainda conforme os autos, o comerciante teria atraído Patrick e amigos para uma área lateral da padaria sob o pretexto de que não poderiam permanecer na calçada em razão das restrições da pandemia. No local, a vítima foi alvejada diversas vezes. O laudo necroscópico confirmou cinco disparos de arma de fogo e golpes na cabeça.
Na denúncia, o promotor destacou que os réus teriam tentado intimidar testemunhas e apresentou elementos para a manutenção da prisão preventiva, citando risco de fuga. A Promotoria afirma que André se desfez de bens na cidade logo após o crime.
A investigação policial indicou ainda que o celular do comerciante apresentava mensagens e ligações apagadas na data do homicídio. Testemunhas relataram desavenças entre André e Patrick relacionadas a Stefania da Silva Simões, então com 15 anos.
O Ministério Público enquadrou os acusados no artigo 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal (homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), combinado com o artigo 29, referente à coautoria.
Com base nas provas e indícios de autoria, o juízo da 2ª Vara Criminal determinou o julgamento de ambos pelo Tribunal do Júri. Agnaldo permanece preso; André responderá em liberdade. A sessão deve contar com testemunhas-chave e familiares da vítima e dos réus.
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